Somos servos de quem obedecemos…

Somos servos de quem obedecemos

 

Todos nós somos servos de alguém…

Alguns podem pensar que mandam em suas próprias vidas… Mas será que mandam mesmo?

Se uma pessoa tiver de entrar em uma mesa de cirurgia, às pressas, quem garante que tudo sairá bem? O médico?

Será que a pessoa que estará sedada e, portanto inconsciente, pode garantir alguma coisa?

Quem poderá garantir que tudo sairá bem?

Ou quem tem o poder sobre a vida e a morte daquela pessoa? Ela mesma?

O médico?

Com certeza nenhum ser humano tem o poder de determinar o resultado. Podemos até fazer planos, usar do nosso conhecimento e sabedoria humanos… Mas se Deus não nos favorecer, tudo será em vão.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”

(Provérbios 16.9)

 

A palavra “Senhor” significa “Dono”.

Quem tem sido o dono da sua vida? Você mesmo?

Quem é o Dono, o verdadeiro Dono?

De quem você depende? Do homem? Do seu trabalho? Da economia e etc?

De você mesmo?

Quem rege a sua vida? O seu humor? O dia a dia?

Quem tem determinado o seu “estado de espírito”? As circunstâncias? Você mesmo?

Ou a Palavra de Deus?

Quem “manda” em você? Quem determina a sua vida?

A  quem  você tem obedecido?

 

(Leia com atenção, e você vai descobrir).

 

A pessoa a quem nós obedecemos damos o “poder ” de ser o nosso “senhor”, o nosso dono, quem (ou o quê) nos domina.

Se nós obedecemos a Deus, então somos servos de Deus.

Mas se obedecemos ao pecado, à vontade da nossa carne, então somos servos do pecado e da nossa carne.

 

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.”(João 8.34)

 

A palavra “servo” também significa “escravo”.

Aquele que “comete” significa “aquele que pratica”.

Praticar também é obedecer.

Por exemplo, podemos estar “obedecendo” a uma crença, a uma “programação” da infância, a um ensinamento, a uma tradição, a um sentimento, a uma emoção, ou a uma simples vontade… mas sempre estamos obedecendo a “alguém”.

Podemos nos tornar escravos das nossas práticas, se formos fiéis a elas mais do que somos fiéis a Deus e a Sua Palavra.

Somos “escravos” de quem obedecemos, porque se obedecemos, estamos dizendo que aquilo (ou aquela pessoa) é o “nosso dono”.

Se nós obedecemos, estamos consentindo, dando o poder (para quem é o nosso senhor/dono) de nos dominar, de mandar em nós, de determinar o que faremos ou não faremos.

 

João 8.28-34:

28- Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou (“Não faço o que quero, obedeço aos ensinamentos do Pai celestial”).

29- E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada (“Eu sempre faço o que Ele quer que Eu faça… Ele lidera, Ele manda… Ele é o Dono…”).

30- Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele.

31- Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos (“verdadeiramente sereis meus seguidores, sereis parecidos comigo”);

 32- E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (“e a conseqüência disso será: vocês conhecerão a verdade – como Eu conheço. A verdade que sou Eu mesmo – e então vocês serão livres do pecado, do mundo, da carne, das suas vontades… vocês serão livres – deixarão de ser escravos – de seus senhores, de suas vontades…”).

33- Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém (“nunca fomos escravos de ninguém, somos o povo descendente da promessa”); como dizes tu: Sereis livres? (“Porque precisamos ser livres se não somos escravos de ninguém? De quem precisamos ser livres? De quem – ou do quê – nós somos prisioneiros?).

34- Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete (que pratica, que tem vontade e é dominado pelo) pecado é servo do pecado.(é escravo do pecado).

 

Esse último versículo mostra que, aquilo que fazemos revela quem é o nosso dono.

É por isso que as nossas vontades têm de estar subjugadas ao Espírito Santo (à vontade do Espírito Santo), porque se não, se a nossa vontade nos dominar, ela será o nosso “senhor” (dono), e seremos seus escravos por fazermos exatamente o que ela (a nossa vontade) quer.

Nossas atitudes revelam o nosso querer, revelam a nossa motivação.  O nosso querer revela quem tem governado sobre nós, quem tem nos motivado. Ou seja, as nossas vontades (querer) mostram quem é o nosso “senhor”, porque nós sempre fazemos o que decidimos fazer, o que queremos…  Ou porque temos vontades de fazer, ou porque agimos por fé.  Mas mesmo quando agimos por fé (crendo na Palavra de Deus e ignorando nossas vontades, ignorando as circunstancias, mesmo assim) estamos  fazendo o que decidimos com nosso livre-arbítrio.  Ou seja, estamos fazendo o que queremos.

Deus não viola o nosso livre-arbítrio, Ele determinou que seria assim. Que nós decidiríamos certas coisas… Que nós não seríamos “marionetes” manipuladas por Ele ou por outros… Mas que teríamos o direito de fazer o que queríamos (ou não queríamos) das nossas vidas, para que Ele soubesse exatamente o quê, e Quem nós queríamos. É a maneira como Ele sabe sobre nós, se estamos decidindo eternamente por Ele ou não.

Por causa dessa liberdade de escolha que Ele nos deu, às vezes queremos o pior… isso acontece quando a nossa carne nos influencia, nos sugestiona, e quando damos vazão a ela… E quando damos vazão a ela, damos “poder” a ela, damos “força” a ela, damos o direito a ela de nos influenciar.

Nossas vontades não devem governar sobre nós… porque elas são enganosas. 

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9)

(Coração=alma=mente, pensamentos, vontades, emoções…)

As nossas vontades são corruptíveis, são influenciáveis… por isso elas não são seguras (“enganoso é o coração…”).

Segura e confiável é a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Por isso devemos obedecer a vontade de Deus, e não a nossa.

Uma coisa que agrada a Deus profundamente é quando nós entregamos o nosso “querer” a Ele, porque Ele sabe que nós não somos obrigados a fazer isso, Ele sabe que se fizermos isso, é porque nós QUEREMOS.

Dessa forma seremos verdadeiros servos de Deus, e não servos da nossa carne e do pecado.

Teremos de decidir:

Servo de Deus ou do pecado?

Escravo de Deus ou das nossas vontades?

Se eu tiver de escolher entre dois ou mais “senhores”, eu prefiro ser escrava de Deus (que é justo e bom Senhor e Dono) do que ser escrava da minha carne (que é enganosa e traiçoeira), e do que ser escrava do pecado (que vem do caráter do diabo).

É uma questão de inteligência…

“Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.”

(1Coríntios 2.16)

 

Rejeite o “espírito de burrice” que tem feito muitos crentes fazerem a escolha errada, e receba a “mente de Cristo”, que é, em outras palavras, a inteligência de Cristo, que nos faz fazer a escolha certa.

                     

                       Que Deus te abençoe,

 

Sarah Sheeva

02/07/2009

O que custou mais caro para Jesus?

 

O que custou mais caro para Jesus?

 

 

“…O que mais custou pro céu foi o seu direito de tomar decisões” .

(Dave Roberson, 22/01/09)

 

 

 

Estávamos na conferência do Dave Roberson, em SP, quando ele falou esta frase…

“…O que mais custou pro céu foi o seu direito de tomar decisões” .

Na mesma hora, Deus me disse “porquê” isso foi o “mais caro” para Ele (Jesus):

Porque se Ele não tivesse negado a Sua própria vontade, e crucificado ela (literalmente), hoje nós não teríamos opção, hoje nós seríamos escravos das nossas vontades.

Jesus lutou, pagou um alto preço na cruz (e venceu) para que você e eu possamos ser livres para escolher Ele, livres nas nossas vontades (dentro das nossas vontades) para escolher Ele.

 

Para quem não entende nada de “cruz”, preste atenção:

Na cruz Jesus trocou de vida com cada um de nós, por isso hoje,

cada um que crer nEle, e que o receber como Senhor (Dono) da sua vida, “troca de vida” com Ele no mundo espiritual.

A cruz funcionou assim no mundo espiritual, ela funcionou como uma espécie de esponja espiritual, que absorveu todos os pecados, todos os erros de todas as pessoas que já existiam (que queriam que Jesus fosse Senhor de suas vidas), e todos os erros daqueles que um dia iriam nascer, e querer Jesus também.

Ele morreu por pessoas que já existiam, e por pessoas que ainda nem tinham nascido…

O escrito de dívida que havia sobre nós, sobre toda a humanidade,

Ele pagou com a própria vida, morrendo em nosso lugar… trocando de vida conosco… e em troca da nossa morte, Ele nos deu a vida eterna que era só dEle, e tudo o mais que Ele tinha em si (Ele só tinha coisas boas).

 

O que custou mais caro para Ele foi o momento em que Ele teve de sentir as nossas vontades (podres) sobre as vontades dEle, e negar a cada uma delas.

E quando Ele teve de sentir isso, vieram sobre Ele não apenas todas as vontades mais imundas da humanidade, mas também todas as maldições, doenças, e desgraças existentes sobre a face da terra… por causa disso, automaticamente Ele foi separado de Deus.:

No momento em que Ele se separou completamente de Deus, no momento em que Ele ficou totalmente desamparado, Ele disse: “Pai, Porque me abandonaste?…”

 

 “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo:

Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15.34)

 

Foi nesse momento que Ele experimentou todas as nossas vontades corrompidas… Ele experimentou o que era uma vida governada pela alma, pelas vontades corrompidas da alma…

 

No jardim do Getsêmani Jesus orou fervorosamente (Lucas 22.44), e suou sangue devido ao stress e ao pavor, daquilo que Ele teria de enfrentar…

Mas do que Ele tinha medo?

Não era da dor física… não era da humilhação… o medo dEle era de ficar, por alguns segundos, separado do Pai Celestial, algo que Ele, sendo o filho de Deus, nunca tinha experimentado.

Esse era o “cálice” a que Ele se referia quando orou… De todos os “cálices” que Ele teria de “beber” durante o seu sacrifício, esse era o único que Ele não queria enfrentar…

 

Jesus sabia que esse seria o momento mais difícil de todo o sacrifício… Ele sabia que teria de vencer as próprias vontades, que eram de não se separar de Deus, e que teria de “trocar” de vontades conosco.

 

 

Mas Ele foi mais forte que cada uma daquelas vontades!

Ele conseguiu vencer a cada uma delas!

E depois de morrer por nós, levando em si a morte (que era para nós) e todas as demais desgraças… no terceiro dia Ele ressussitou!

Ele foi mais forte até que a morte! Ele venceu! Aleluia!

 

Quando o Espírito Santo governa sobre nós continuamente, e nos leva a um novo nível de santificação, a nossa alma começa a nos servir, porque ela começa a ser totalmente influenciada pelo Espírito, totalmente governada pelas vontades dEle, e ela literalmente começa a querer o que Ele quer! Ela passa a querer o que Ele quer!

O que mais custou caro para o céu, para Deus, para Jesus,

foi a restauração do nosso livre-arbítrio,

 

foi o nosso direito de tomar decisões.

 

Decida por Ele.

Ele merece.

 

Por Sarah Sheeva

22/01/09