O que tem tocado aí dentro deste templo?

Alguns assuntos são muito delicados para se comentar, principalmente quando envolvem pessoas que amamos.
Aproveitando algumas notícias da mídia, e já respondendo as perguntas que estão me enviando a respeito, existe algo que vocês podem ter certeza sobre mim:

Eu JAMAIS voltarei a cantar músicas que não sejam de adoração a Deus.
É uma decisão, não apenas profissional, mas espiritual e ministerial.

Acredito no seguinte: podemos ter “amigos” no mundo, podemos andar no mundo, fazer a diferença, sermos a luz do mundo, etc… mas o mundo não pode andar DENTRO de nós.
Ou seja: Não podemos amar as coisas do mundo, os prazeres do mundo. Precisamos amar as PESSOAS do mundo.
Amar, nesse caso, significa sermos usados como instrumento de salvação para os perdidos.

Acredito que a música é algo ESPIRITUAL, é energia pura, algo sobrenatural. Acredito (e também tenho respaldo bíblico) que a música tem o poder de entrar dentro de nós e ministrar a nossa alma e o nosso espírito humano.
(Lembra de como Davi expulsou o espírito imundo de Saul ao ministrar louvor? 1 Samuel 16.23)

Nós somos o TEMPLO do Espírito Santo.
Então pergunte a você mesmo:
O que tem TOCADO aí dentro deste templo?
Dentro de mim só tocam os louvores de adoração ao nosso Deus! Nenhuma música profana ou de simples entretenimento toca dentro de mim.
Porque?
Porque EU SEI que DEUS NÃO CRIOU A MÚSICA PARA DAR PRAZER AO SER HUMANO (essa frase é do Pr.Cirilo), mas Deus criou a música para a adoração a Ele.

Acreditar nisso seria isso um tipo de “religiosidade”?
Não. Como eu sei que não?
Por causa da experiência prática da mudança nas minhas vontades.
Houveram muitos anos (após a minha conversão) que eu continuava com a prática de ouvir e cantar músicas que não eram de adoração a Deus, e enquanto eu não abandonei essa prática, muitas vontades malignas não me abandonavam, e muitas áreas da minha vida continuavam aprisionadas.
Posso testemunhar, e sei que muitos outros Cristãos podem testemunhar que, após deixarem a prática de ouvir músicas profanas, houve mudança em suas vontades, e em muitas áreas de suas vidas.

Precisamos ser um tipo de crente que, se Deus mandar deixarmos algo, deixamos NA HORA!

Precisamos ser um tipo de crente que “põe a mão no arado e não olha mais para trás…”

Porque quem põe a mão no arado e olha para trás (sente saudades do mundo) não é digno de Jesus.

Não foi fácil para mim, não foi fácil deixar certas músicas… Mas eu amo Jesus MAIS.
Eu amo Jesus MAIS do que qualquer prazer deste mundo.

Eu nasci na música do mundo. O preço de renúncia que eu paguei para poder servir ao Senhor foi alto. Por Jesus eu abandonei toda uma carreira. Eu não teria abandonado se Ele não tivesse pedido, e se deixar de obedecer não fosse algo que realmente pudesse comprometer minha caminhada em direção a eternidade.
Mesmo assim, sei que o preço que paguei não se compara com o preço que Ele pagou pela minha vida.
Por isso eu deixei tudo por Ele.
E deixaria de novo.

Lucas 9:62

“E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.”

Traduzindo:

“Ninguém que começa a fazer a obra de Deus e fica com saudades do mundo, está capacitado para receber o reino de Deus.”

Por isso, quando alguém questiona (ou duvida que valha a pena) o nosso esforço em renunciar as coisas do mundo para seguir a Jesus, eu digo:

“Me mostre as tuas convicções, a tua teologia (ou até o teu ateísmo), que eu te mostro a mudança nas minhas vontades.”

Ser livre não é fazer o que quer, ser livre é conseguir querer o que Deus quer.
Ser livre é obedecer a Deus, e não ao diabo.

Paz,
Pra.Sarah Sheeva

28.10.12

Felicidade

Vou compartilhar um pouco do que foi ministrado ontem lá em Taboão da Serra-SP.
Foi muito forte tudo o que Deus fez lá… Falamos sobre a Felicidade, pela busca do ser humano por ela… todos estão em busca dela. Pessoas fazem de tudo em busca dela… Mas apesar disso, só uma minoria é feliz. Porque?
Porque nós confundimos Felicidade com Prazer, Felicidade com sensações, Felicidade com emoções…

Por exemplo, Felicidade não é alegria, alegria é uma “emoção”, a alegria pode ser passageira…
mas a Felicidade não, ela é CONSTANTE.
A Felicidade é um estado constante interno, ela não pode ser abalada por nada EXTERNO, porque?
Porque “vencer” é: “vencer por dentro”.
Não é externo… é algo que recebemos dentro de nós.
“Vencer” tem a ver com realização, com o cumprimento do propósito da tua existência… pra que você existe?
Você nasceu com um propósito!
A Felicidade tem a ver com o cumprimento do motivo/propósito da tua existência!
Você precisa descobrir qual é o motivo da tua vida…
A Felicidade não é um “tesouro” físico, é algo que a “traça e a ferrugem” não corroem, e os “ladrões” não podem roubá-la…
Felicidade é algo que vem do Reino, não vem do sistema/mundo. Por isso Jesus disse para não ajuntarmos coisas de “valor” aqui nesta dimensão, porque tudo aqui acaba.
Mas a Felicidade não, ela é eterna… porque ela é um tesouro do Reino, um presente dado pelo Rei a nós…
Mas o Rei não dá este presente a quem não pertence ao Seu Reino, Seu domínio, Seu Governo… porque esses são “democratas espirituais”.
O Rei tem o direito de dar o “presente” dEle a quem Ele quiser, Ele é o Dono!
Então Ele escolheu dá-lo a quem pertence a “monarquia espiritual” dEle,
Ele escolheu dar o presente da Felicidade a quem está debaixo do Seu governo, do Seu Reino… É assim que funciona o mundo espiritual…
Quem é da “monarquia espiritual” é “teocentrista”, mas quem é da “democracia espiritual” é “humanista”.
O humanista é dono das suas coisas, mas o teocentrista não.
O teocentrista sabe que TUDO pertence ao Rei, que o Rei é o DONO de tudo!
É isso que eu chamo de “monarquia espiritual”.
Você sabe porque a monarquia não funciona no plano natural? (Ela só funciona no mundo espiritual…)
É porque o ser humano não consegue ser totalmente “justo”.
O coração do homem é enganoso e desesperadamente corrupto (Jer17.9), por isso a justiça dos homens é falha.
Mas a justiça do Rei Jesus é perfeita!
Ele nunca falha!
Ele é Fiel, Bom e Justo!
Podemos confiar na “monarquia espiritual” do Rei dos Reis!
O Rei é o Dono desse tesouro chamado Felicidade.
A Felicidade é um “presente” que não está a venda, só pode ser ganha!
Só o Rei pode dá-La a quem Ele quiser!
Você quer?

Paz! Sarah Sheeva
19.10.2010

Revelação sobre Confiança para o final de 2009

 

Você confia em Deus?

 

Na primeira semana deste mês (Dezembro/2009) eu estava num supermercado perto de casa, e depois de fazer as compras fui para a fila.
Na espera (que durou uns 40 minutos) eu observava as pessoas e coisas ao meu redor.
Num dos caixas que estavam desativados, uma mulher esperava alguém. Junto a ela havia uma criança, era um menino, e ele parecia ter uns dois anos de idade.
Ela o colocou sobre a bancada do caixa desativado, que para o tamanho do garotinho, parecia uma pequena plataforma. Imediatamente o garoto ficou de pé na bancada e começou a andar em direção a esteira e a um vão (onde ficava a cadeira da moça do caixa). Imaginei que se ele continuasse andando seria um tombo e tanto, com direito a pontos e tudo, mas ao vê-lo andar empolgado em direção ao vão, a mãe do menino o segurou, interrompendo sua pequena “jornada exploradora” pela esteira do caixa do supermercado.
É incrível como os meus olhos sempre estão atentos as crianças. Não pude evitar… e vi quando o menino ficou muito irritado com a “interrupção” da mãe. Ele começou a chorar alto e espernear de uma forma a envergonhá-la, e chamar a atenção de quem estivesse passando.
A mãe, que parecia já estar acostumada com isso, nem ligou, e continuou segurando-o para que ele não fizesse mais nenhuma “exploração” arriscada no local.

Naquele instante Deus falou comigo, Ele me disse:

– É assim que sempre acontece Sarah.
Vocês acham que sabem o que é melhor para vocês, mas não sabem. 
Ah! Se vocês soubessem o que Eu sei…
Ah! Se vocês vissem o que Eu vejo…
Assim como esse menininho muitos agem sem saber o perigo que estão correndo, e assim como essa mãe, Eu ajo livrando a muitos dos meus filhos.
Mas assim como o garotinho, muitos esperneiam e choram quando Eu não dou, ou não aprovo o que eles querem.
Mal sabe ele (o menino) o que pode lhe acontecer se prosseguir nesse caminho… aquela mãe sabe de coisas que ele ainda não sabe, ela conhece coisas e caminhos que o pequeno menino ainda não conhece…
Mas um dia ele irá crescer, e entenderá coisas que quando criança ele não entendia, aí ele entenderá e até agradecerá a ela por tê-lo segurado naquela hora, para que ele não caísse, não se machucasse, e não morresse. 
Assim como esse menino são vocês.
Um dia vocês vão “crescer”, e vão compreender lá na frente, na hora certa, coisas que agora não conseguem compreender.
Muitas coisas que hoje vocês não entendem, um dia vão entender, então elas farão sentido, ficará claro porque foi necessário que as coisas fossem assim, acontecessem como aconteceram.
Eu cuido de todos os que são meus… e suas vidas e caminhos estão no controle das minhas mãos. Se você me serve, me pertence (e eu disse: eu pertenço Senhor!) então deve saber disso, deve confiar em mim e na minha Palavra que diz:

 

Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e tudo mais Ele fará (Salmos 37. 3-11)

Eu farei o que for necessário. Todas as coisas estão sujeitas a Mim.

Eu Sou Deus todo poderoso, agindo Eu, quem impedirá?(Isaias 43.13)

Mas há algo mais que vocês precisam saber… há coisas que vocês nunca serão “adultos” o suficiente (espiritualmente falando) para entender.
O que quero dizer é que, há coisas que só aqui na Glória vocês entenderão… só aqui, na dimensão da eternidade, é que vocês compreenderão certas coisas.
É por isso que há mistérios que não serão totalmente revelados a vocês, porque vocês não tem “condições” de compreender. São coisas que vão além da compreensão de vocês, coisas que poderiam prejudicá-los, a ponto de vocês não quererem mais viver.
E essa não é a minha vontade.
Ainda é necessário que vocês vivam nessa dimensão (do tempo) por um tempo, até que se cumpram todas as coisas que determinei. Além disso, lembre-se que a morte é nossa inimiga, e ela age nessa dimensão em que vocês estão.

O que Eu quero é que vocês “odeiem” o sistema que rege essa vida, que vocês não sejam levados, liderados, influenciados por ele. Que vocês olhem para mim, e vivam comigo desde já, desfrutem da minha presença desde já.
E que possamos nos relacionar e nos conhecer desde já…
Para quando chegar o grande dia, o dia em que cada um dos meus estiver face a face comigo, Eu possa dizer-lhes:
Muito bem servo bom e fiel… (Mateus 25.21)
Para que Eu não precise dizer-lhes:
Nunca vos conheci… Apartai-vos de mim…(Mateus 7.23)
Mas para que Eu diga: Enxugarei dos seus olhos todas as lágrimas… bem vindo Vencedor, bem vindo meu herdeiro (minha herdeira) e meu filho(a)… (Ap. 21.1-7)
E que possamos estar juntos eternamente na dimensão da eternidade.

Quando o Senhor terminou de me dizer estas coisas, eu fiquei maravilhada… Compreendi muitas coisas que aconteceram neste ano, e muitas que não aconteceram…

A Palavra dEle não mente, ela é a Verdade.

Veja o que ela diz: 

Apocalipse 21. 3 – 7

3. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.
4. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.
5. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
6. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida.
7. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.

Isaías 43

1. Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
2. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
3. Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti.
4. Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida.
5. Não temas, pois, porque sou contigo; trarei a tua descendência desde o Oriente e a ajuntarei desde o Ocidente.
6. Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra ,
7. a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória, e que formei, e fiz
13. Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?

Se você pertence ao Senhor Jesus, então confie Nele!

Quero deixar aqui um vídeo da música do Jason Upton (que achei no Youtube). É um cântico espontâneo onde foi captada a voz de um anjo cantando com ele.
Observe que durante a música (bem no meio do cântico) Deus começa a falar pela boca do Jason, é tremendo!
Pela boca do Jason, o Senhor diz assim (para cada um de nós):
Você vê o que Eu vejo?
Você ouve o que Eu ouço?
Você sabe o que Eu sei?
Você quer o que Eu quero?
(Então)Voe…
A interpretação desse cântico (que o senhor meu deu) foi a seguinte, Ele está perguntando a nós:

 

Vocês sabem o que Eu sei?
Não.
Vocês ouvem o que Eu ouço?
Não.
Vocês vêem o que Eu vejo?
Não.
Vocês estão onde Eu estou?
Não.
Vocês querem exatamente o mesmo que Eu quero?
… Será que querem?
Vocês sabem o que Eu quero?
(E os Servos obedientes responderão: Sim Senhor! Queremos fazer a tua vontade!)
E o Senhor responde:
Então voem em minha presença (me adorem!)
Apenas me adorem…(Fly…)
Se entreguem em minha presença (Fly…),
É disso que vocês precisam…

Que Deus abençoe a cada um de vocês neste final de ano,
E que vocês continuem firmes no caminho estreito que conduz a Salvação…
Queremos ver Jesus!

 

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor… (Hebreus 12.14)

O Encontro

O Encontro

(Parte 1)

 

“Quem me conhece bem, sabe que eu sempre busquei a Deus, sempre procurei…

Sempre.

E quem procura, acha…

Hoje eu posso dizer que encontrei…

Eu encontrei Deus.”

 

Quando você encontra Deus, o Deus verdadeiro, o Deus que é a Verdade, algumas coisas acontecem com você.

A primeira coisa é que você descobre que o humanismo é uma tremenda mentira.

Você descobre que essa historinha humanista que te contaram desde pequeno de que: “A verdade tem várias faces”…

ou que: “Cada um tem a sua verdade…” é conversa fiada.

Você descobre que existe uma verdade sim. Não uma “verdade relativa”, mas uma verdade única e absoluta acerca da vida

e… também da morte.

Acerca de Deus, do céu, dos anjos e… também do inferno, do diabo, e dos demônios.

Essas são as primeiras descobertas que nos chocam… porque elas vão de confronto com toda a nossa “programação” mental,

com tudo que (desde a infância) havíamos aprendido nos filmes de contos de fadas e nas historinhas infantis…

A segunda coisa que você descobre é que: O que você encontrou (essa verdade absoluta, o Deus verdadeiro, e, o seu encontro com esse Deus Maravilhoso) é algo totalmente intransferível.

Você descobre que não conseguirá convencer as pessoas ao seu redor a descobrirem essa verdade, a menos que elas queiram. E isso te frustra um pouco, porque você já estava empolgado(a), se preparando para sair anunciando a plenos pulmões, e pelos quatro cantos da terra, o que você finalmente descobriu… essa parte não é fácil.

A terceira coisa que você descobre é que: A sua vida nunca mais será a mesma.

Isso porque você sabe que encontrou o que procurava.

Você sabe, não porque “sente” uma emoção forte, ou sente um “arrepio na espinha”, afinal essa certeza,

essa convicção (que chamamos de FÉ) não é simplesmente uma obra de emoções… é muito mais que isso.

Essa certeza, essa Fé, a convicção de que você O encontrou, é o sintoma do “nascer de novo”…

E aí nos deparamos com uma coisa realmente difícil: Definir o que é “nascer de novo”.

Já sabemos que (quando “nascemos de novo”) nosso espírito humano é vivificado e etc…

mas como explicar para as pessoas o que experimentamos? O que sentimos?

Em minha experiência foi assim:

Imagine se seus olhos estivessem se abrindo para uma nova realidade…

Como se você começasse a enxergar coisas que nunca imaginou…

coisas que nunca acreditou… e que sempre duvidou.

Quando você nasce de novo, você nasce no espírito, e a consciência reage a isso…

E aí, é impressionante como as coisas mudam de dentro para fora. Elas vão mudando lentamente…

e aquilo que antes te dominava, já não domina mais…

Aquilo que antes te cegava, já não cega mais…

Aquilo que antes era dúvida e incógnita, agora é firme, claro e nítido.

Algumas coisas são instantâneas quando nascemos de novo… Algumas…

Mas uma delas, e para mim a mais importante, é a percepção do amor que passamos a ter.

Percebemos o amor como nunca antes, descobrimos um Amor que nunca nem imaginamos que existia.

Um Amor eterno, infinito, indimensionável, e mais forte que a morte…

A morte não nos assusta quando estamos na presença desse Amor…

Ela se torna indefesa… inofensiva… incapaz de nos atingir…

A morte é reduzida à menor das coisas na presença desse Amor.

Ela enfraquece, enfraquece… até ser reduzida a uma pequena gota em meio a um oceano. Sem força, sem presença, sem expressão, sem autoridade. Sem nada.

O amor é mais forte que a morte.

Essa é uma das coisas que descobrimos quando nascemos de novo.

Nascer de novo é uma experiência pessoal e intransferível. Não tem jeito de induzirmos alguém a isso, tem que ser verdadeiro…

e para ser verdadeiro, tem que ser no espírito, só assim será verdade.

“…em espírito e em verdade”.

Viver “em espírito” (no controle do Espírito Santo de Deus) vai além da consciência, não somos nós que estamos no controle… é viver num estado que independe das circunstâncias ao redor.

É por isso que é tão difícil explicar para os outros o “sentimento” de nascer de novo… porque não é exatamente um “sentimento”, mas é um estado de espírito que independe dos sentimentos.

No momento em que nascemos de novo, entramos numa fase que muitos chamam de “primeiro amor”. Os crentes sabem o que é isso,

todos aqueles que já viveram isso sabem…

Tudo é novo…

Durante o primeiro amor tudo é diferente…

Parece que entramos na dimensão da eternidade, onde tudo é lindo…

Perfeito… Agradável… Bom…

Porém, não nos ensinam a lidar com a dimensão do tempo…

A dimensão difícil em que nos encontramos, em que vivemos.

O tempo vai passando, e a nossa alma vai se adaptando… ela é traiçoeira (enganosa) e desesperadamente corrupta

(Jeremias 17:9), a dimensão do tempo favorece a sua corrupção, porque no dia-a-dia ela é instigada pelas seduções deste mundo.

Movida pelas pressões externas, pelo bombardeio das incredulidades (de muitos ao seu redor), pela constante ministração do “espírito de curtir-a-vida” que o mundo oferece, e pelos entretenimentos dessa vida… a alma começa a “pedir de volta” os antigos hábitos,

os antigos “vícios”, os antigos costumes, o antigo estilo de vida, aquele em que ela liderava…

Ela quer de volta a velha criatura… aquela que a alimentava, que a valorizava… que a estimulava…

ela começa a querer tudo de volta porque ela quer voltar a governar…

A alma não conhece nem o caminho, nem a porta estreita, só a larga.

Então, como se não bastasse a guerra exterior (espiritual), começa a guerra interior…

começam as lutas… começa o processo de santificação.

E aí, quando decidimos entrar pelo caminho da santificação, pela porta estreita e pelo caminho apertado,

descobrimos porque temos de ir em direção a cruz de Cristo.

Descobrimos porque temos de carregar a nossa própria cruz… uma cruz que não é de madeira como a do nosso Senhor,

que não é física e material… mas que é a representação do lugar onde crucificaremos tudo aquilo que a nossa alma (viciada em governar) quer.

Descobrimos que teremos de abrir mão de um monte de coisas… não porque nos mandaram abrir mão,

mas porque descobrimos que aquelas coisas nos afastam do verdadeiro amor.

Descobrimos que a porta e o caminho estreito, que conduzem a vida, passam por essa cruz…

e que a cruz é o exercício de abrir mão das coisas que nos afastam da santidade (e da vontade) de Deus.

Mas a nossa alma tenta nos confundir… ela começa a nos dizer que a nossa vontade é boa… que não tem “nada de mais” em nossas vontades… que “não tem problema” se queremos algo que está fora da vontade de Deus…

pois é, ela é enganosa e corrupta… não podemos dar ouvidos a ela.

Quando nós começamos a resistir as mentiras da nossa alma, e as mentiras do diabo (muitas vezes assopradas em nossa mente como setas), então vem contra nós um novo tipo de ataque espiritual: O medo.

Começamos a ser bombardeados com o medo por todos os lados… Passamos a ter medo disso e daquilo… e surgem até mesmo novos tipos de medos.

O medo e a morte são muito íntimos um do outro… eles sempre andam juntos, são muito próximos um ao outro…

Mas “o verdadeiro amor lança fora todo o medo” (1 João 4:18) e é mais forte que a morte…

Como eu sei que ele é mais forte que a morte?

Em Cantares 8:6 diz:

“…porque o amor é forte como a morte…”

Observe: É forte como a morte…. ou seja, ele é tão forte quanto a morte.

Porém, há muito tempo atrás houve uma “briga feia” entre eles dois (o amor e a morte), e quem será que ganhou?

A resposta está em Apocalipse 1: 11 – 18, vamos ler:

 

“…Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro…”

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;

E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.”

Aqui está a resposta:

Quem ganhou a briga foi o Amor.

Por isso o Amor, o Verdadeiro Amor é mais forte que a morte.

Ele venceu.

 

 

 

O Encontro

(Parte 2)

 

Pois é…

Foi por isso que no dia em que Jesus me visitou no meu quarto, naquela noite de verão no final de Outubro de 1997, Ele me mostrou o amor que eu nunca tinha experimentado…

Um amor que não se explica…

Que não se pode medir… nem se pode suportar…

Como eu me lembro daquele dia…

Está gravado eternamente dentro de mim aquele momento em que Ele chegou no meu quarto em Espírito, e me chamou pelo meu nome…

Eu fiquei estarrecida quando vi que Ele sabia o meu nome… eu nunca havia imaginado aquilo, que Deus me chamaria pelo meu nome.

Ele me conhecia. E eu não o conhecia.

O amor entrou naquele quarto, encheu todo o lugar de uma forma tão poderosa que eu não pude suportar… e caí da minha cama para o chão, rolando de camisola… e me prostrei rosto ao chão.

Eu mal conseguia respirar de tanto choro.

A presença de Deus era muito mais forte do que eu podia suportar, por isso comecei a “passar mal” de emoção, porque minhas emoções não estavam preparadas nem capacitadas para experimentar aquilo.

Chorei compulsivamente na presença do amor dEle, era muito forte… mais forte que a morte.

Como eu sei?

Porque ela também foi lá.

A morte foi lá.

Ela chegou perto, estava a espreita esperando eu sucumbir à emoção… e foi quando eu comecei a sentir meus dedos formigarem…

Minha respiração travou no diafragma acelerado e compulsivo… os soluços já não saíam mais, porque o diafragma já não voltava,

já não descia mais da caixa torácica… meu coração parecia apertado dentro do peito, e começou uma dor sutil…

mas a dor foi aumentando na medida que a respiração não voltava…

Naquele instante senti que ia morrer…

Mas o mais estranho: Eu não me importei.

A morte não me assustou.

Eu estava na presença do Verdadeiro Amor.

Era a coisa mais maravilhosa que eu já havia experimentado na minha vida…

Não havia nada, nada, nada nessa vida que pudesse se comparar aquilo…

Todos os prazeres se tornaram insignificantes perante aquilo que eu estava experimentando… era indescritível…

Jamais esquecerei.

E no momento em que meu coração parecia que ia parar… Ele falou mais uma vez comigo, Ele me disse assim:

“Agora eu vou parar de falar com você, porque o seu coraçãozinho não está agüentando. Mas não sairei daqui,

continuarei na forma do meu Espírito Santo”.

 

E eu, que já não tinha ar, disse em pensamento, tentando articular as palavras com a boca que não produzia mais som:

 

“Não! Por favor, Não! Não pare de falar comigo! Não vá! Fique! Por favor, fique!”

 

E Ele continuou dizendo que ia deixar o Espírito Santo em seu lugar…

E naquele exato momento, a presença do amor dEle diminuiu… e imediatamente meu diafragma foi soltando do fundo do tórax,

minha respiração foi voltando bem devagar… e o choro foi voltando a ter som…

 

Jesus veio falar comigo, em pessoa, e eu só não morri porque Ele não deixou.

Um segundo a mais, e meu coração não teria suportado…

Mas o mais incrível para mim foi que, quando eu fui voltando a atmosfera natural, quando eu fui voltando a realidade da dimensão em que estamos, fui percebendo o que havia acontecido (e o que eu havia pedido a Ele no momento em que Ele me disse que teria que parar de falar comigo…) eu havia dito a Ele que não me importava em morrer, mas que, por favor, Ele não fosse embora de jeito nenhum, e que não parasse de falar comigo, porque eu nunca, em toda a minha vida, havia experimentado algo tão maravilhoso. Eu não queria que aquilo acabasse.

A morte perdeu toda a sua força perto daquele amor. O medo desapareceu perto daquele amor… e tudo o que eu mais queria naquela hora, era ficar lá, na presença daquele amor para sempre, eternamente… Foi a coisa mais maravilhosa de toda a minha vida…

A eternidade estava ali…

Ela me visitou, me tocou, e entrou dentro de mim.

Era a Sabedoria… Era a Eternidade… Era o Verdadeiro Amor.

Naquele momento, a felicidade era a menor de todas as sensações que eu estava experimentando…

Aquele amor provocava em mim sentimentos muito mais profundos que aqueles produzidos pela felicidade, eram sentimentos ligados a eternidade.

No momento em que Ele, o Senhor, se aproximou de mim naquele quarto, Sua presença parecia uma fogueira que ardia, mas não queimava, um fogo que consumia toda dúvida, todo pensamento inútil, toda futilidade… toda carnalidade…

E só restava Ele… Santo… o Mestre, o Verdadeiro Amor…

Reinando soberano sobre todas as coisas dentro de mim.

E isso que eu experimentei, foi apenas uma minúscula fagulha da presença dEle… da presença da Glória dEle.

 

Meu Deus! Quero te ver…

Quero te tocar…

Quero olhar em teus olhos…

E te dizer:

Te amo…

Eternamente, Te amo Jesus…

 

Sou tua Senhor, eternamente.

 

Sarah Sheeva

02/11/2009

Eu reconheço que preciso de um Salvador…

Este vídeo ilustra que nós (humanidade) não somos capazes de salvar a nós mesmos… mas que Deus conhece o desejo do nosso coração – nossas vontades mais profundas – de sair do buraco (Ele conhece quando essas vontades existem, ou quando elas surgem num coração afundado no buraco).

Muitas vezes o “buraco” que estamos, que caímos, que “nos enfiamos”, é fundo demais… simplesmente não sabemos como sair dele… e ninguém consegue nos ajudar. Alguns dizem que devemos fazer isso ou aquilo, muitas “religiões” nos ditam dogmas e doutrinas… mas na verdade, a única coisa que devemos fazer, a única que realmente importa é nos relacionarmos com Deus (na pessoa de Jesus Cristo e Seu Espírito Santo), porque somente esse relacionamento (que é o contrário de um ato religioso, porque ele não é um ritual, mecânico, obrigatório, mas é algo espontâneo) somente ele nos aproxima mais de Deus.

No entanto, por si só, Deus já está próximo de nós. Fomos nós que nos afastamos dEle. Fomos nós que “demos ouvido à serpente…” fomos nós que não prestamos atenção no caminho… que não olhamos atentamente para o chão, e que não vimos o buraco bem a nossa frente… e caímos.

Depois que a humanidade caiu, todos tentaram (por meio da lei) agradar a Deus… mas foi em vão, porque ninguém conseguia ser totalmente aprovado. Até mesmo Moisés, um grande homem de Deus, no final da vida foi reprovado, e por isso não entrou em Canaã…(Dt 34.4) Até mesmo Elias, no final de sua batalha contra Jezabel, se acovardou (1Reis 19.4)… Todos erraram, todos tropeçaram… todos caíram em algum momento… ninguém nunca havia conseguido recuperar o direito espiritual de “voltar para casa”. Mas aí veio um homem. Ele não era apenas um homem, Ele também era o nosso Salvador… O próprio Deus encarnado… O “Eu Sou”… O Verbo que se fez carne. E foi Ele que nos salvou. Ele conseguiu nos tirar do buraco que nós mesmos nos enfiamos…

Antes dEle vir nós tentamos de tudo… mas tudo foi em vão.

E é exatamente isso que esse vídeo mostra: que antes de Jesus vir, o homem tentava (e tenta até hoje) de todas as maneiras, salvar a si mesmo… mas não adiantava. Quando Jesus vem, quando Ele chega em nossas vidas, é Ele quem nos salva… Ele é o único capaz disso, ninguém mais.

Ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém VEM ao Pai a não ser por Mim…(João 14.6)”

Depois da queda do Homem, a natureza humana passou a sofrer um terrível mal:

“A sensação de sermos indignos de ser amados…”

E, em minha opinião, o mistério mais profundo desse vídeo é a compreensão da nossa “justiça própria”: Um círculo vicioso em que a humanidade se encontra, em busca de alívio para essa terrível “sensação” de ser indigno de amor. Tentamos a todo custo nos tornarmos justos (e fazer justiça) por nós mesmos, tentamos a todo custo sermos “aceitos”, sermos amados por nossos méritos humanos…  tentamos de todo jeito salvarmos a nós mesmos dos buracos que nos enfiamos… mas não adianta, nada do que fazemos é suficiente. Nada disso nos preenche. Continuamos a nos sentir indignos de ser amados.

Porque? Por vários motivos.

Primeiro, porque o papel do diabo é esse, ele nos acusa 24 horas por dia de “não sermos dignos de ser amados”. E é por isso – por causa dessa acusação – que estamos sempre nos sentindo “culpados”, que sempre parece que não fizemos o “suficiente”… que estamos sempre buscando ter, ter, ter, ter… ou então:  fazer, fazer, fazer, fazer… em busca de aprovação, em busca de amor, de aceitação, em busca da felicidade…

Segundo, porque pensamos que sabemos o caminho, pensamos que sabemos a maneira que as coisas devem ser, devem acontecer… mas não sabemos. E por isso, por pensarmos que sabemos, nós só nos frustramos. Mas por incrível que pareça, quando nós finalmente nos frustramos com a nossa própria sabedoria humana, com a nossa “justiça própria”, Deus então vem mostrar para nós porque Ele é chamado de Salvador.

Depois que descobrimos que não adiantou ter, ter, ter, ter… fazer, fazer, fazer, fazer… Ele nos mostra que a única coisa que precisamos é: Ser, ser, ser, ser, ser…

Ser o quê?

Ser filho de Deus. Ser parecido com Jesus. Ser seguidor de Jesus. Ser santo como Ele é. Ser completamente apaixonado(a) por Ele…

Temos que nos lembrar que: “Ele nos amou primeiro…” (1João 4.19) O mérito não é nosso, o mérito é dEle.

Antes de nós o conhecermos, ou até mesmo sabermos da Sua existência, Ele já havia nos escolhido e nos amado. O amor dEle é imutável. Não há nada que possamos fazer para Ele nos amar mais, ou para Ele nos amar menos… Isso é imutável.

Veja bem, algumas coisas na vida Cristã não são de graça… por isso Jesus disse: “Quem quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e (depois disso) siga-me…” (Mt 16.24). Ou seja, para segui-lo temos que (pelo menos): Negar a nós mesmos e tomar a nossa cruz…

(negar a nós mesmos significa: negar as nossas vontades. E tomar a nossa cruz significa: fazer a vontade de Deus, uma vontade que nem sempre nos agrada, que parece absurda, mas que é a melhor).

Mas há duas coisas na vida Cristã que são de graça, de graça mesmo: A Salvação e o AMOR de Deus por nós.

Ele simplesmente nos amou. Decidiu nos amar… nós não merecemos mesmo esse amor, mas nós recebemos, ou seja, aceitamos – mesmo sem compreender – esse grande AMOR que Ele tem por nós .

Esses dias estou gravando uma de minhas músicas favoritas do novo CD, ela tem tudo a ver com essa mensagem, e se chama: “Jamais te Deixarei”. Eu a recebi do Senhor em 2005.  Leia um trecho da letra.

Jamais te Deixarei

(Letra e Música: Sarah Sheeva)

“Jamais te deixarei, jamais te abandonarei, porque eu te amo amado da minh’alma.

…E o que mais me impressiona é saber que as minhas fraquezas te atraem pra mim… E o que mais me emociona é saber que tudo o que me falta eu encontro em Ti… Pois Tu és forte, em tudo o que sou fraco, e Tu é capaz de tudo o que eu não sou, pois em Ti está a força, e em Ti há Poder, eu reconheço que preciso de um Salvador…”

Mais uma vez o Senhor me salvou de mim mesma…

No dia em que eu recebi essa música foi assim, eu descobri que a minha “derrota” é a “vitória” de Deus na minha vida…

Ou seja, quando eu finalmente descubro que eu não sou,

aí eu descubro que Ele é.

O que Ele é?

Ele é tudo o que eu não sou.

E o que eu não sou?

Eu não sou nada.

E o que Ele é?

Ele é Tudo.

Nele eu posso viver… Nele eu  posso todas as coisas…

Não em mim, mas Nele.

Eu Nele e Ele em mim.

“…já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2.20)

Sarah Sheeva

06/08/2009

Somos servos de quem obedecemos…

Somos servos de quem obedecemos

 

Todos nós somos servos de alguém…

Alguns podem pensar que mandam em suas próprias vidas… Mas será que mandam mesmo?

Se uma pessoa tiver de entrar em uma mesa de cirurgia, às pressas, quem garante que tudo sairá bem? O médico?

Será que a pessoa que estará sedada e, portanto inconsciente, pode garantir alguma coisa?

Quem poderá garantir que tudo sairá bem?

Ou quem tem o poder sobre a vida e a morte daquela pessoa? Ela mesma?

O médico?

Com certeza nenhum ser humano tem o poder de determinar o resultado. Podemos até fazer planos, usar do nosso conhecimento e sabedoria humanos… Mas se Deus não nos favorecer, tudo será em vão.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”

(Provérbios 16.9)

 

A palavra “Senhor” significa “Dono”.

Quem tem sido o dono da sua vida? Você mesmo?

Quem é o Dono, o verdadeiro Dono?

De quem você depende? Do homem? Do seu trabalho? Da economia e etc?

De você mesmo?

Quem rege a sua vida? O seu humor? O dia a dia?

Quem tem determinado o seu “estado de espírito”? As circunstâncias? Você mesmo?

Ou a Palavra de Deus?

Quem “manda” em você? Quem determina a sua vida?

A  quem  você tem obedecido?

 

(Leia com atenção, e você vai descobrir).

 

A pessoa a quem nós obedecemos damos o “poder ” de ser o nosso “senhor”, o nosso dono, quem (ou o quê) nos domina.

Se nós obedecemos a Deus, então somos servos de Deus.

Mas se obedecemos ao pecado, à vontade da nossa carne, então somos servos do pecado e da nossa carne.

 

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.”(João 8.34)

 

A palavra “servo” também significa “escravo”.

Aquele que “comete” significa “aquele que pratica”.

Praticar também é obedecer.

Por exemplo, podemos estar “obedecendo” a uma crença, a uma “programação” da infância, a um ensinamento, a uma tradição, a um sentimento, a uma emoção, ou a uma simples vontade… mas sempre estamos obedecendo a “alguém”.

Podemos nos tornar escravos das nossas práticas, se formos fiéis a elas mais do que somos fiéis a Deus e a Sua Palavra.

Somos “escravos” de quem obedecemos, porque se obedecemos, estamos dizendo que aquilo (ou aquela pessoa) é o “nosso dono”.

Se nós obedecemos, estamos consentindo, dando o poder (para quem é o nosso senhor/dono) de nos dominar, de mandar em nós, de determinar o que faremos ou não faremos.

 

João 8.28-34:

28- Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou (“Não faço o que quero, obedeço aos ensinamentos do Pai celestial”).

29- E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada (“Eu sempre faço o que Ele quer que Eu faça… Ele lidera, Ele manda… Ele é o Dono…”).

30- Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele.

31- Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos (“verdadeiramente sereis meus seguidores, sereis parecidos comigo”);

 32- E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (“e a conseqüência disso será: vocês conhecerão a verdade – como Eu conheço. A verdade que sou Eu mesmo – e então vocês serão livres do pecado, do mundo, da carne, das suas vontades… vocês serão livres – deixarão de ser escravos – de seus senhores, de suas vontades…”).

33- Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém (“nunca fomos escravos de ninguém, somos o povo descendente da promessa”); como dizes tu: Sereis livres? (“Porque precisamos ser livres se não somos escravos de ninguém? De quem precisamos ser livres? De quem – ou do quê – nós somos prisioneiros?).

34- Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete (que pratica, que tem vontade e é dominado pelo) pecado é servo do pecado.(é escravo do pecado).

 

Esse último versículo mostra que, aquilo que fazemos revela quem é o nosso dono.

É por isso que as nossas vontades têm de estar subjugadas ao Espírito Santo (à vontade do Espírito Santo), porque se não, se a nossa vontade nos dominar, ela será o nosso “senhor” (dono), e seremos seus escravos por fazermos exatamente o que ela (a nossa vontade) quer.

Nossas atitudes revelam o nosso querer, revelam a nossa motivação.  O nosso querer revela quem tem governado sobre nós, quem tem nos motivado. Ou seja, as nossas vontades (querer) mostram quem é o nosso “senhor”, porque nós sempre fazemos o que decidimos fazer, o que queremos…  Ou porque temos vontades de fazer, ou porque agimos por fé.  Mas mesmo quando agimos por fé (crendo na Palavra de Deus e ignorando nossas vontades, ignorando as circunstancias, mesmo assim) estamos  fazendo o que decidimos com nosso livre-arbítrio.  Ou seja, estamos fazendo o que queremos.

Deus não viola o nosso livre-arbítrio, Ele determinou que seria assim. Que nós decidiríamos certas coisas… Que nós não seríamos “marionetes” manipuladas por Ele ou por outros… Mas que teríamos o direito de fazer o que queríamos (ou não queríamos) das nossas vidas, para que Ele soubesse exatamente o quê, e Quem nós queríamos. É a maneira como Ele sabe sobre nós, se estamos decidindo eternamente por Ele ou não.

Por causa dessa liberdade de escolha que Ele nos deu, às vezes queremos o pior… isso acontece quando a nossa carne nos influencia, nos sugestiona, e quando damos vazão a ela… E quando damos vazão a ela, damos “poder” a ela, damos “força” a ela, damos o direito a ela de nos influenciar.

Nossas vontades não devem governar sobre nós… porque elas são enganosas. 

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9)

(Coração=alma=mente, pensamentos, vontades, emoções…)

As nossas vontades são corruptíveis, são influenciáveis… por isso elas não são seguras (“enganoso é o coração…”).

Segura e confiável é a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Por isso devemos obedecer a vontade de Deus, e não a nossa.

Uma coisa que agrada a Deus profundamente é quando nós entregamos o nosso “querer” a Ele, porque Ele sabe que nós não somos obrigados a fazer isso, Ele sabe que se fizermos isso, é porque nós QUEREMOS.

Dessa forma seremos verdadeiros servos de Deus, e não servos da nossa carne e do pecado.

Teremos de decidir:

Servo de Deus ou do pecado?

Escravo de Deus ou das nossas vontades?

Se eu tiver de escolher entre dois ou mais “senhores”, eu prefiro ser escrava de Deus (que é justo e bom Senhor e Dono) do que ser escrava da minha carne (que é enganosa e traiçoeira), e do que ser escrava do pecado (que vem do caráter do diabo).

É uma questão de inteligência…

“Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.”

(1Coríntios 2.16)

 

Rejeite o “espírito de burrice” que tem feito muitos crentes fazerem a escolha errada, e receba a “mente de Cristo”, que é, em outras palavras, a inteligência de Cristo, que nos faz fazer a escolha certa.

                     

                       Que Deus te abençoe,

 

Sarah Sheeva

02/07/2009